Suporte para mensagens pessoais do MSN no Pidgin

Para quem usa Pidgin e sempre quis suporte às mensagens pessoais para o MSN pode instalar o msn-pecan, um plugin alternativo do protocolo MSN para o libpurple feito por Felipe Contreras.

Esse plugin além de adicionar suporte às mensagens pessoais também possui as seguintes características:
Nomes de exibição (alias privado) guardados no servidor (server-side)
Suporte à conexão direta parcial (transferências p2p)
Rede IO aprimorada (usando GIOChannel)
Tratamento de erros aprimorado
Problemas de rede testados com netem
Utilização de GObject

O download pode ser feito pela página do projeto no Google Code.
Existe um pacote para Ubuntu, ebuild para Gentoo e para o Arch há um pacote no AUR mantido pelo curitibano Luiz Ribeiro (Venox). Em outras distros é necessário uma simples compilação (extrair a tarball; make; e como root: make install). No Windows precisa-se apenas adicionar a .dll à %ProgramFiles%/Pidgin/plugins.

Para utilizá-lo é só criar uma nova conta e selecionar WLM em vez de MSN.

Ponto Flutuante

Quando pequeno achava que tudo era sim ou não, certo ou errado, 0 ou 1.
A medida que cresci, percebi que muito pouco é assim, a maioria é um eterno oscilante ponto flutuante.
Cresci regrado pela lógica e pela razão. Sobremeti-me ao inconsciente, negligenciei a emoção.
Pura falsidade.
Esqueci que a imperfeição é ótima. Que a instabilidade é saudável.
Que pensamos de forma tão variável e descentralizada que os espaços entre 0 e 1 são insuficientes.
É só deixar fluir. Tirar a coleira da vida, pular nas costas dela e for aonde ela te levar. Lá você vai se encontrar.
Vai se deparar com as experiências mais imprevisíveis e ricas possíveis.
Baita clichê, mas a ficha demora a cair.
Quanto mais oscila, quanto mais vibra, quanto mais melhor.

Busque seus pontos flutuantes, a sua freqüência.

A Xícara e o Café

Recebi hoje:
Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.

Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:

“Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras… e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu.”

Deus côa o café, não as xícaras… saboreie seu café!

As xícaras tem a sua importância, mas elas não estão em uma mesa à nossa frente para que se escolha a melhor.
É verdade que muitos se preocupam em ter uma boa xícara ao invés de preparar um bom café (sim, somos nós que preparamos o café e também somos nós que colhemos os grãos, sendo que a vida nos fornece o campo de colheita). A chave do sucesso é se concentrar em fazer o café, não deixar que ele seja feito ao acaso (o que alguns também chamam de destino).
A xícara nada mais é do que um complemento que provê apenas conforto.
É o café que traz a felicidade, o amor, o sucesso, etc. É a ele que devemos nos dedicar.

Infindável Rotina

De segunda a sexta acordo à barulhos regulares, infelizmente programados por mim. Meu corpo sai da quentura dos cobertores, mas logo vai a outra, uma achocolatada xícara de leite. Levanto os braços ao céu, ou ao teto melhor dizendo, nada de oração, apenas espreguiçando. Dois bons-dias e uma dose de energia para me fazer descer as escadas e entrar no barulhento cotidiano das ruas. No caminho, um bom momento para fechar os olhos ou se deleitar com um clássico, enquanto o sacolejar acalma. Abrem-se os olhos e fecha-se o livro, como um ciclo. No meio tempo, visões e audições, maestradas pelo tic-tac constante e apenas interrompido pelo ruído ensurdecedor, que faz rumar ao pátio e prosseguir a lugar algum. Vou e volto, tic-tac. Vou e volto, barulhento cotidiano. Vou e volto, mais energia. Vou e volto. Onde estou? Saio do profundo pensamento. Profundo ou largo? Amorfo. Bate hora, horário do ócio, vai-se a energia, vai-se a emoção, impera contentado cansaço. Observa-se que o tempo já se torna lento, prestes a desandar. Sem mais o que fazer, programo barulhos regulares e mergulho em outro mundo. O tempo pára.

Silencioso Amor

Lembra-te que o silêncio é precioso
Que apesar de soar vazio é tão retumbante quanto mil ruídos
Deixe-o fluir calmamente
Silêncio, afinal os sentimentos também são silenciosos
Silenciosos ao silêncio
Mas retumbantes e eternamente ecoantes dentro de nossas mentes
Dentro de nossos corpos
E dentre todos esses mil ruídos internos
Existe um que retumba mais forte, que impera nas veias e no sangue
É este que me domina
É este
O amor
Meu amor, infinitésimo amor
Por você

Segunda-feira do feriado: Insônia, web e música sacra

Não dormi de domingo para segunda, permaneci acordado “filosofando” sobre computação e outras bobagens, comi um pouco da minha mistura favorita (quando não tem mais nada no estoque), leite em pó misturado com ovo maltine (nada de jogar água nisso aí, deve ficar horrível!) e depois boiei um pouco como de costume, por fim fui dormir, quando já era 6 da manhã. Acordei as 9, virei de um lado, virei do outro e desisti. Fui nerdiar no PC (hobby) e aproveitei para continuar o desenvolvimento do site, vou ganhar uns trocados com isso. Fiz uns ajustes aqui, outros lá, e voilá, tudo certo com o sistema, só resta configurar plugins e traduzir. Com boa parte pronta já era hora de mostrar o ’serviço para o cliente’ (chique, não?): apanhei um pouco para configurar o modem e o servidor para aceitar conexão externa, mas felizmente deu tudo certo: ele gostou do site. :)

Trabalho feito, hora do descanso. Fui almoçar uma deliciosícérrima sopa da mamãe e cochilar.
Acordei 3 horas depois, e caramba, não ficava tão entendiado desde o carnaval. Que coisa, não? Logo nos melhores feriados, mas é isso que acontece quandos todos viajam e você não. Fica mofando em casa, enquanto os outros se divertem. Mas tudo bem, dá para se distrair boa parte do tempo, seja lendo, jogando Winning Eleven ou nerdiando :D

O problema é quando tudo isso enjoa, e nada mais consegue animar. Aí resta boiar e boiar, dar voltas na casa e ficar pensando na vida um bocado.

Até que chegou meu pai e me pediu para baixar umas músicas para ele. Clássicos como Alte Kameraden, Kwai River Bridge March e Radetsky March. Ótimas melodias e ritmos. Se bem que eu parei no meio pra tocar o funk do Jeremias José: “U Cão foi quem butou pa nóis bebe!” não, não é este Cão que vos escreve… hmm, mas se bem que tinha uma latinha de cerveja sobrando no fundo da geladeira… Bem, continuamos com as músicas, intercalamos Strauss, Beethoven, Mozart, Bach e mais alguns. Foi divertido pacas assobiar as melodias, por outro lado se fingir de maestro foi tosco demais. Difícil é manter o fôlego, afinal cada música dura de 5 a 10 minutos. Mas valeu a pena, já tinha tempo que não me divertia com meu velho.

No final das contas foi um dia longo, apesar das horas vazias, não foi ruim. Houve bons momentos. De qualquer forma, o jeito é seguir rotina. Move on!

Delírio

Encontrou num beco mental o ponto de convergência no tempo-espaço
Onde tudo passou a refletir de forma difusa
O ponto onde a energia começou a fluir para o infinito distante.

Sua única chance real é reiniciar tudo.
Retornar ao ponto de partida
Mas como?
Não existe borracha para o passado.
Como transpor e reprogramar o universo?

É desmunido pelos outros.
Não!
Por si mesmo, faz pensar que são os outros.
Falsa ilusão
Alucinação de medo.
Adrenalina que mais contêm do que motiva

A insanidade é a saída
Deixá-la tomar posse da razão
E agir do modo que for!
Fugir do pensamento, pois ele pode machucar
E já machucou.

Por que fora tão inconseqüente?
O conforto da segurança e da confiança estavam ausentes.
Ria de bobo
Ria dos bobos
Se fazia de bobo
Tornou-se um

Até que chegou ao cume do ato desesperado
Pulou de lá.
Está caindo até agora